O assunto que interessa,
e muito, a todos que trabalham com educação e outros âmbitos que envolvam o
desenvolvimento humano, como psicologia e fonoaudiologia, Patologia que dificulta
a normalidade quanto ao desenvolvimento de inteligência normal – que é
classificada, ainda, pelo Quociente de Inteligência, o QI – e de relações
sociais, transformando a criança em uma pessoa compulsiva e ritualista,
basicamente os problemas relativos a ela são de cunho comunicativo e comportamental.
As características
tendem a ser variadas, havendo casos de retardo grave e problemas no
desenvolvimento da linguagem, e outros onde fala e inteligência estão intactos.
Ainda sem causa definida o
autismo deixa marcas para toda a vida. Estudos mostram que pode haver influência
genética ou infecciosa, que podem ser a causa ou apenas o estopim. Ela é ainda
muita complexa para ciência, muitas vezes se camuflando no início, e por isso sendo
confundida com retardo mental e até mesmo transtorno de Asperger (que se
diferencia por não apresentar quadros de retardo cognitivo ou verbal), ou
ainda, com uma vasta lista de síndromes.
Para diagnosticá-la é
preciso um parecer clínico que é obtido em conversas com os pais (ou
responsáveis) para reconhecer na criança as características básicas da
patologia, algumas delas são: em primeiro lugar dificuldade de relacionar-se,
depois, repetição de gestos ou palavras, aversão ao contato visual ou físico, apreço
pela solidão, hiperatividade, aparente insensibilidade física e/ou emocional, acessos
de raiva aparentemente sem causa, e costuma agir como se não ouvisse mesmo que
ouça. Segundo a Associação de Amigos do Autista a AMA, alguns exames além do
clínico podem ser pedidos, são eles: sorologias, ECG, avaliação oftalmológica, neuropsicológico,
pesquisa do X frágil/ cariótipo, RNM, EEG, erros inatos do metabolismo/teste do
pezinho e avaliação audiológica. Lembrando sempre que o diagnóstico precoce
pode não curar, entretanto, viabiliza um tratamento que gere maior número resultados
positivos, tanto para o paciente quanto para a família.
Sem uma cura plena o
autismo segue sendo uma patologia misteriosa cercada de dúvidas. Os modelos de
tratamento atuais são personalizados, já que há variações de caso para caso. O modo
com o qual pode-se melhorar as marcas deixadas por ele é uma psicoterapia envolvendo família. Podem ser
utilizadas também uma fonoterapia e fisioterapia. Pode-se utilizar ainda a
educação especial e a linguagem de sinais, este último em casos onde haja deficiência
auditiva. Para qualquer tratamento do autismo algo não pode faltar: interação. Sabendo
disso um casal estunidense, mas especificamente de Massachusetts, saindo do
convencional cria o programa Son Rise, após terem um filho com QI abaixo de 40
e um quadro grave de autismo. Muito questionado, o mesmo é uma alternativa, ainda
sem grande embasamento científico, apesar disso o filho do casal foi tido como
curado após cerca de três anos e meio. Assim, várias pessoas procuravam tal
técnica, mas, como em todas as que são utilizadas nessa patologia, há uma
variação de caso para caso, assim sua eficácia não é vista em alguns casos.
Independente de qualquer
técnica usada a participação é o foco, fazer com que de alguma maneira haja
interação e participação em ações que vão além das usuais que ela tende a fazer.
Tudo se afunila nesse ponto. E tudo depende da disposição em tolerar as situações
as quais será exposta, da motivação. É intrínseco neste trabalhar a
espontaneidade, o ato livre de disponibilidade feito por aquele que esta sendo
tratado. Quem dá o ritmo e o tempo é o próprio paciente. O autismo não pode ser
encarado como um simples retardo mental é uma doença que se move em todos os
âmbitos de uma pessoa, indo desde o aspecto mental ao físico. Ela multifatorial,
como se houvesse diversas direções que se achegam no mesmo ponto central. Ela é
complexa e de difícil tratamento, mas, quanto antes ele começa antes também
poderão ser visto os resultados. Se ela é misteriosa torna-se mais instigante
ainda a busca por orientações, informações e tantas outras coisa que possam
concluir uma causa e um método curativo.
REFERÊNCIAS:
Acima na foto, o menino segura o símbolo do autismo uma fita estampando um quebra-cabeças, mostrando a complexidade e misteriosidade do mesmo. Abaixo segue um vídeo com a aplicação da técnica Son Rise em garotos de 05, 07 e 16.
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