Primeiramente
é necessário conhecer o substantivo em si. Práxis tem origem grega, e significa,
basicamente, a atividade humana, o fazer humano. Dentro do marxismo ela vista
como não uma, mas, um grupo de ações/atividades que estaria inerente a existência
da sociedade, porém não teoricamente, mas sim, materialmente, onde se ligaria
diretamente ao fazer material. Na tese sobre Feuerbach, Karl Marx (criador da
doutrina comunista), relata que para as atuações humanas modificando as
circunstâncias, dar-se-ia o nome de práxis, seria esta, a ação conjugada ao seu
resultado.
Existe
ainda diversas teoria sobre o que ela representa, uma delas, a teoria da práxis-orgânica
diz respeito à relação dialética entre as dez dimensões referentes à existência
humana - teoria, a prática, a tekne (arte), o
comprometimento, a sociabilidade, a poiésis (próprio, criação), o escolher-se,
o alterdidatismo (aprender com o outro), o humanismo e, por fim, a vontade.
No
espaço pedagógico esta a função de representar o processo que mostra a saída da
teoria para a prática, visando o processo de execução de uma atividade, teoria,
lição. Neste sentido a práxis torna-se não apenas uma teoria, mas, tem seu
sentido pautado no deixar a teoria e recorrer à prática para um melhor
desenvolvimento de aprendizagem. Buscando tornar o conhecimento algo real, palpável.
Práxis agora deixa o papel, ela é o momento de formar a experiência, criar
práticas que sejam resultados da aprendizagem. Ela agora é o instante em que se
põe em prática a teoria, o conhecimento, o tempo em que se reconhece, ou
conhece, o que se tem absorvido. Ela reflete a soma entre o teorizar e o
praticar.
A
base da práxis pedagógica vem da teoria da aprendizagem experimental, de David
A. Kolb(1930), teórico e filósofo americano que desenvolveu de tal teoria, por
volta dos anos de 1970, junto com Ronald Fry(1931 – 2005). A teoria segue um
modelo gerido por quatro elementos: experiência concreta; observação e reflexão
sobre a experiência concreta; formação de conceitos abstratos com base na
reflexão; testar os novos conceitos. Os elementos podem ser cominados e não há
uma ordem direta entre eles, o conceito pode começar de qualquer um dos
elementos. Mas, todos perpassam por uma ideia realista da aprendizagem
sugerindo uma forma mais concreta e real do que ela seria. A experimentação dos
conceitos também aparece mostrando que o conhecer perpassa o ato, ou nasce
através dele. Os testes são parte arraigada ao processo de aprendizagem nesta criação.
No
tocante a ter uma função educacional, a mesma refere-se ao aprender a fazer. Absorve-se
o conhecimento, há uma reflexão sobre, sugerindo o melhoramento da posterior prática.
Em um processo que dá-se o nome de práxis. O que leva a uma construção que
encaminha diversas discussões sobre teorias como a de Piaget – hipótese do
desenvolvimento cognitivo em quatro etapas –, e também Lev Vygotsky – onde a
intelectualidade é desenvolvida com base em interação social e condição
vivencional. Este último por sua vez, já tinha conceitos marxistas de lógica e
dialética, que provoca influências em suas obras.
De
maneira geral, a práxis educacional é tomada como o percurso gerado entre o
criar e o colocar em prática. A relação entre o estudar e experimento, para o
exercer, testar, experimentar aquilo que se conhece teoricamente. Partir do
falar para o agir, em um processo de crescimento e aprendizagem.
REFERENCIA:
BAPTISTA,
Daniella Magnini. A Dialética na Práxis Pedagógica. Disponível em < http://www.olharpedagogico.com/site_detalheMeuOlhar.php?id=6
>Publicado em 13/03/2009
MANAGEMENT, Weatherhead School of. Faculdade Ronald Fry. Disponível em <http://weatherhead.case.edu/faculty/Ronald-Fry/>
WIKIPÉDIA. David A. Kolb. Dipínivel em <http://en.wikipedia.org/wiki/David_A._Kolb>
WIKIPÉDIA. Lev Vygostsky. Dipínivel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky

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