8 de maio de 2011

A práxis



Primeiramente é necessário conhecer o substantivo em si. Práxis tem origem grega, e significa, basicamente, a atividade humana, o fazer humano. Dentro do marxismo ela vista como não uma, mas, um grupo de ações/atividades que estaria inerente a existência da sociedade, porém não teoricamente, mas sim, materialmente, onde se ligaria diretamente ao fazer material. Na tese sobre Feuerbach, Karl Marx (criador da doutrina comunista), relata que para as atuações humanas modificando as circunstâncias, dar-se-ia o nome de práxis, seria esta, a ação conjugada ao seu resultado.
Existe ainda diversas teoria sobre o que ela representa, uma delas, a teoria da práxis-orgânica diz respeito à relação dialética entre as dez dimensões referentes à existência humana - teoria, a prática, a tekne (arte), o comprometimento, a sociabilidade, a poiésis (próprio, criação), o escolher-se, o alterdidatismo (aprender com o outro), o humanismo e, por fim, a vontade.
No espaço pedagógico esta a função de representar o processo que mostra a saída da teoria para a prática, visando o processo de execução de uma atividade, teoria, lição. Neste sentido a práxis torna-se não apenas uma teoria, mas, tem seu sentido pautado no deixar a teoria e recorrer à prática para um melhor desenvolvimento de aprendizagem. Buscando tornar o conhecimento algo real, palpável. Práxis agora deixa o papel, ela é o momento de formar a experiência, criar práticas que sejam resultados da aprendizagem. Ela agora é o instante em que se põe em prática a teoria, o conhecimento, o tempo em que se reconhece, ou conhece, o que se tem absorvido. Ela reflete a soma entre o teorizar e o praticar.
A base da práxis pedagógica vem da teoria da aprendizagem experimental, de David A. Kolb(1930), teórico e filósofo americano que desenvolveu de tal teoria, por volta dos anos de 1970, junto com Ronald Fry(1931 – 2005). A teoria segue um modelo gerido por quatro elementos: experiência concreta; observação e reflexão sobre a experiência concreta; formação de conceitos abstratos com base na reflexão; testar os novos conceitos. Os elementos podem ser cominados e não há uma ordem direta entre eles, o conceito pode começar de qualquer um dos elementos. Mas, todos perpassam por uma ideia realista da aprendizagem sugerindo uma forma mais concreta e real do que ela seria. A experimentação dos conceitos também aparece mostrando que o conhecer perpassa o ato, ou nasce através dele. Os testes são parte arraigada ao processo de aprendizagem nesta criação.
No tocante a ter uma função educacional, a mesma refere-se ao aprender a fazer. Absorve-se o conhecimento, há uma reflexão sobre, sugerindo o melhoramento da posterior prática. Em um processo que dá-se o nome de práxis. O que leva a uma construção que encaminha diversas discussões sobre teorias como a de Piaget – hipótese do desenvolvimento cognitivo em quatro etapas –, e também Lev Vygotsky – onde a intelectualidade é desenvolvida com base em interação social e condição vivencional. Este último por sua vez, já tinha conceitos marxistas de lógica e dialética, que provoca influências em suas obras.
De maneira geral, a práxis educacional é tomada como o percurso gerado entre o criar e o colocar em prática. A relação entre o estudar e experimento, para o exercer, testar, experimentar aquilo que se conhece teoricamente. Partir do falar para o agir, em um processo de crescimento e aprendizagem.




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REFERENCIA:

BAPTISTA, Daniella Magnini. A Dialética na Práxis Pedagógica. Disponível em < http://www.olharpedagogico.com/site_detalheMeuOlhar.php?id=6 >Publicado em 13/03/2009

MANAGEMENT, Weatherhead School of. Faculdade Ronald Fry. Disponível em <http://weatherhead.case.edu/faculty/Ronald-Fry/>
WIKIPÉDIA. David A. Kolb. Dipínivel em <http://en.wikipedia.org/wiki/David_A._Kolb>
WIKIPÉDIA. Lev Vygostsky. Dipínivel em http://pt.wikipedia.org/wiki/Lev_Vygotsky


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